| Login | Crie o seu Jornal Online FREE!

Imbu Brasil
Desde: 03/04/2001      Publicadas: 27      Atualização: 12/05/2012

Capa |  Artigos  |  Artigos publicados


 Artigos

  22/07/2010
  0 comentário(s)


EFEITO DO ESCOAMENTO SUPERFICIAL E DA PERDA DE SOLO EM DIFERENTES SISTEMAS DE CULTIVO NO SEMI-ÁRIDO NORDESTINO

Os diferentes sistemas de cultivo utilizados pelos agricultores na região semi-árida do Nordeste apresentam reflexos diversos quanto aos valores de escoamento de água e perda do solo. Neste trabalho, objetivou-se avaliar o efeito do escoamento superficial e da perda de solo em três sistemas de cultivo. Os sistemas estudados foram: 1) Sulcos barrados; 2) Sistema tradicional ou solo plano; e 3) Área com cobertura vegetal. O trabalho foi realizado no período de dezembro de 2008 a maio de 2009 na estação experimental da Embrapa Semi-Árido em Petrolina, PE. As parcelas experimentais foram delimitadas com dimensões de 10 x 5 m, com a maior proporção no sentido do declive do solo, estimado em 0,5%. O escoamento foi coletado em duas caixas com capacidade para 1m³ cada, colocadas a jusante da soleira de cada parcela abaixo do nível da área de captação. Após as precipitações, era medida a água de cada parcela coletada nas caixas e colocada em outros recipientes para repouso por 24 horas para sedimentação por gravidade dos materiais em suspensão na água. Os resultados obtidos demonstraram que o sistema com cobertura vegetal é mais eficiente na retenção de água no solo e na redução da erosão.

EFEITO DO ESCOAMENTO SUPERFICIAL E DA PERDA DE SOLO EM  DIFERENTES  SISTEMAS DE CULTIVO NO SEMI-ÁRIDO NORDESTINO


INTRODUÇÃO

No semi-árido do Nordeste brasileiro, as características edafoclimáticas e hidrológicas são semelhantes às de outras regiões semi-áridas quentes do mundo, apresentando de forma constantes longos períodos de secas intercalados com as cheias nos rios temporários e precipitação numa amplitude que varia de 250 a 800 mm anuais. Todavia, essas características tem sido fator limitante ao desenvolvimento pleno da agricultura familiar na região.
Os solos predominantes na região são de origem cristalina, normalmente plana, silicosos e pedrgosos com baixa capacidade de infiltração e baixo conteúdo de matéria orgânica, o que associado as altas intensidade das precipitações pluviais, têm causado perdas de água por escoamento e grande erosão hídrica, segundo dados levantados por (ANJOS, 2000).
Outro fator de grande influência é o sistema tradicional de cultivo que predomina na região semi-árida, que consiste basicamente na semeadura em covas em solos planos sem qualquer técnica de conservação do solo e de captação da água das chuvas. Embora o sistema tradicional seja capaz de possibilitar a infiltração de uma quantidade de água de chuva que gera a produção das culturas regionais, ele é um sistema aparentemente pouco agressivo ao ambiente, mas como o solo não foi preparado antes, apenas desmatado e muitas vezes tiveram sua cobertura vegetal queimada, sua superfície apresenta-se ligeiramente compactada, dificultando a infiltração da água no solo e facilitando o escoamento superficial, que contribui para o processo erosivo em muitas áreas de cultivo tradicional do Nordeste.
Nas últimas décadas vários métodos de captação de água de chuva in situ foram desenvolvidos e/ou adaptados pela EMBRAPA SEMI-ÁRIDO, utilizando, principalmente a tração animal, com o objetivo de armazenar o maior volume possível de água e evitar que o escoamento superficial cause a menor erosão possível. Entre estes, o sistema de captação de água de chuva in situ pelo método Guimarães Duque, o sistema de sulcos barrados e a utilização da aração parcial ou profunda (ANJOS & BRITO, 1999).
Segundo BERTONI & LOMBARDI NETO (1990), por ser um fenômeno de superfície, a infiltração é influenciada pelo preparo do solo, o qual exerce um efeito temporário ao deixar o solo solto, aumentando a infiltração. Entretanto, se a superfície não estiver protegida com vegetação ou cobertura morta, a chuva e o vento, atuando na superfície do solo, reduzem a taxa de infiltração. A aração profunda é também um fator favorável ao aumento da infiltração, enquanto práticas que exercem compressão no solo podem diminuí-la.
A maior parte do solo erodido pela água é transportada declive abaixo pelo escoamento superficial. Esse escoamento não tem início até que a intensidade da chuva exceda a capacidade de infiltração do solo e que a capacidade de armazenamento da superfície do solo seja satisfatória. Dessa forma, os solos que apresentam capacidade de infiltração e ou capacidade de armazenamento superficial elevado, podem retardar o escoamento superficial e reduzir substancialmente o índice de escoamento. O declive íngreme e extenso de um terreno configura-se na principal característica topográfica que provoca a erosão. A quantidade de solo destacado e transportado pelo escoamento superficial e o tamanho dos sedimentos que podem ser removidos, aumenta à medida que o declive se torna mais íngreme e prolongado (FAVA, 2006).
Este trabalho teve como objetivo verificar o efeito do escoamento superficial de da perda de solos em três sistemas de sistemas de cultivo, visando reduzir o escoamento e a erosão hídrica.

MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi realizado no período de dezembro de 2008 a maio de 2009 em área de 0,5 hectares na Estação Experimental da Caatinga na Embrapa Semi-Árido no município de Petrolina, PE. O clima da região é classificado como semi-árido quente BSw'h, conforme classificação de Köeppen. A região apresenta, temperatura média anual de 26,3 ºC, com a média da mínima de 20,5 ºC, e média da máxima de 31,6 ºC. A média da umidade relativa do ar é de 61% e precipitação média anual de 570 mm. O solo em que foi realizado o experimento foi classificado como Argissolo Amarelo Eutrófico Abruptico Plíntico (EMBRAPA, 1999).
No mês de dezembro foi realizado o preparo do solo na área de plantio, logo após uma precipitação de 5,6 mm no dia 1. Os tratamentos resultaram de diferentes preparos do solo para o cultivo, sendo: 1) Sulcos barrados - este sistema consistiu da aração e gradagem da área e posteriormente seguida da abertura dos sulcos e do barramento a cada 2 metros (ANJOS & BRITO, 1999); 2) Sistema tradicional ou solo plano (Figura 2) " este sistema consistiu da capina da área útil para o plantio; e 3) Área com cobertura vegetal composta por gramíneas (Figura 3). A cultura utilizada foi à variedade do feijão macassar IPA 206. A semeadura de feijão foi realizada no dia 4 de dezembro nos tratamentos 1 e 2, em covas no espaçamento de 1,0 x 0,4 m, com 5 sementes por cova, sendo semeadas quatro linhas de 10 metros em cada tratamento com 20 covas por linha. Após a germinação foi realizado um desbaste, deixando-se apenas 2 plantas por cova.
As parcelas experimentais foram delimitadas com dimensões de 10 x 5 m, com a maior proporção no sentido do declive do solo, estimado em 0,5%. O escoamento foi coletado em duas caixas com capacidade para 1m³ cada, colocadas a jusante da soleira de cada parcela abaixo do nível da área de captação. Após as precipitações, era medida a água de cada parcela coletada nas caixas e colocada em outros recipientes para repouso por 24 horas para sedimentação por gravidade dos materiais em suspensão na água. Posteriormente, foi seccionada o máximo possível da água de cada recipiente. O solo coletado foi levado à estufa (105 ºC por 24 horas) e posteriormente determinado o seu peso seco.
Para quantificação da precipitação, foi instalado numa área contígua ao experimento, um pluviômetro. As leituras, tanto da precipitação ocorrida como do escoamento superficial, foram realizadas diariamente, após cada ocorrência de chuva. Foram avaliados as perdas de solo e o escoamento de água correspondente a cada precipitação. Em relação à planta, foi avaliada a altura, o diâmetro do caule ao nível do solo, número de vagens por planta e a produtividade.
Os dados de produtividade foram avaliados por meio da análise estatística utilizando-se o SAS (1990) e as médias foram comparadas por meio do teste de Tukey, ao nível de 5% de significância.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

No dia 22 de fevereiro foi registrada uma precipitação de 67,5 mm na área do experimento que produziu escoamento em todos os tratamentos. A quantidade de água coletada na primeira caixa foi de 367 litros. Isto demonstra o efeito que o sistema de sulcos barrados provoca na rentenção do escoamento superficial e consequentemente na erosão do solo. Este sistema possibilita que um maior volume de água fique retido nos sulcos o que contribue para maior crescimento das culturas.
Por outro lado, as caixas coletoras do tratamento 2 (Sistema tradicional) não foram suficiente para reter toda água escoada após a chuva de 67,5 mm do dia 22 de fevereiro. A quantidade de água coletada nas duas caixas foi de 2.481 litros. Parte da água retida nas caixas foi retirada antes para evitar o transbordamento. Essa quantidade de água que escoa da área de plantio, demonstra o efeito do impacto causado pelas chuvas em um sistema de cultivo tradicional. Este volume de água escoado é resultado do selamento superficial ocorrido em sucessivas precipitações, o qual de acordo com REICHERT et al. (1988) ocorre, principalmente, em solos descobertos e é diminuída em solos com estrutura mais estável ou em sistemas conservacionistas que favorecem mais a infiltração da chuva causando menos escoamento superficial e erosa do solo.

O acumulo de água na calha do tratamento 3 (Área com gramíneas), após a precipitação de 67,5 mm do dia 22 de fevereiro é muito pequena. A quantidade de água coletada na calha foi de 132 litros. O volume não foi suficiente para o transbordamento da água para as caixas coletoras. Neste tratamento, a quantidade de solo encontrado na água foi inexpressiva, o que demonstra a importância da cobertura para proteção da camada superficial e para infiltração da água de chuva.


As perdas de solo ocorridas no período de cultivo foram variáveis ao longo dos meses, em virtude da irregularidade na distribuição das chuvas. No mês de dezembro de 2008, foram registrados apenas dois eventos com precipitação, sendo 65 mm no dia 2 e 9,3 mm no dia 24. Nestes eventos as maiores perdas de água e solo foram observadas no tratamento 2 com 800 litros de água coletada no dia 2, da qual foram retiradas 262 g de solo. No mês de janeiro foram registradas três precipitações, sendo; 2,9 mm no dia 6; 22,7 mm no dia 22 e 4,7 mm no dia 26. Apenas a chuva do dia 22 (22,7 mm) produziu escoamento, sendo: 15 litros no tratamento 1; 69 litros no tratamento 2 e 13 litros no tratamento 3. A maior perda de solo foi registrada na chuva do dia 22 com 87 g no sistema tradicional ou solo plano. No mês de fevereiro, foram registradas chuvas nos dias 2 (32 mm); 3 (47,7 mm); 4 (10,5 mm); 8 (0,5 mm); 14 (7,0 mm); 16 (5,1 mm); 19 (2,7 mm); 22 (67,5 mm); 23 (4,3 mm) e no dia 24 (33,6 mm). As precipitações que produziram escoamento e perda de solo foram as dos dias 2, 3, 22 e 24 de fevereiro. Os maiores valores observados de escoamento e perda de solo foram no dia 22 com 2.481 litros de água e 5,55 kg de solo no tratamento 2 " sistema tradicional. Esses resultados demonstram que a redução na capacidade de infiltração da água no solo favorece o escoamento superficial em cultivos com solo descoberto. No tratamento 3, foram coletados nesta chuva 132 litros de água e 90 g de solo.
No mês de março, foram registradas chuvas nos dias: 4 (35,3mm); 18 (14,4 mm); 25 (8,4 mm); 26 (9,0 mm); 27 (32,6 mm) e no dia 31 (24,5 mm). Na chuva do dia 4 de março os maiores escoamentos de água ocorreram no tratamento 2 com 1.244 litros de água escoada e a erosão de 2,63 kg de solo.
No mês de abril, foram registradas chuvas nos dias: 3 (5,2 mm); 6 (15,0 mm); 9 (2,5 mm); 10 (5,3 mm); 11 (1,0 mm); dia 12 (0,9 mm); dia 13 (6,0 mm); dia 14 (40,5 mm); dia 21 (9,5 mm); dia 23 (15,5 mm); e no dia 24 (1,6 mm). Neste mês o evento que produziu maior escoamento foi no dia 14 com a captação de 480 litros de água e 1,129 kg de solo no tratamento 2. No tratamento 3, foram coletados apenas 38 litros de água e 5 g de solo.
No mês de maio, foram registradas chuvas nos dias: 1 (16,7 mm); 2 (2,5 mm); 4 (1,0 mm); 5 (0,9 mm); 6 (5,9 mm); dia 8 (8,4 mm); dia 9 (18,3 mm); dia 10 (1,5 mm); dia 12 (0,8 mm); dia 18 (0,7 mm); dia 19 (7,5 mm); dia 20 (0,3 mm); dia 28 (5,5 mm); dia 30 (4,5 mm); e no dia 31 (11,6 mm). Neste mês, apenas três eventos produziram escoamentos, sendo registrados os maiores volumes de escoamento e perda de solo na chuva de 18,3 mm do dia 9 de maio, quando escoaram 620 litros de água no tratamento 2, os quais provocaram a erosão de 825 g neste tratamento.
A colheita do feijão teve início no dia 31 de janeiro e prolongou-se até o dia 9 de maio, quando foi colhido o restante do feijão.Os valores obtidos pelo feijão em termos de desenvolvimento e produtividade nos diferentes tratamento. A altura média alcançada pelas plantas no tratamento 1, foi de 37,6 cm, enguanto que no sistema tradicional foi de 32,2 cm. Essa mesma tendência ocorreu para o diâmetro basal das plantas, sendo o tratamento 1, onde se obteve os mairoes valores. A produção de feijão no tratamento 1, foi de 2.189 vagens, cujos grãos pesaram 6,32 kg. No tratamento 2, a produção de vagens foi de 1600 e os grãos pesaram 3,36 kg.


CONCLUSÕES

Com os resultados apresentados, pode-se concluir que: a) o sistema de sulco barrados para o cultivo do feijão, apresentou as menores taxas de escoamento superficial e perda de solo pela erosão. As maiores taxas de escoamento de água e perda de solo foram obtidas no sistema tradicional. A cobertura vegetal proporciona maior retenção de água no solo e conseqüentemente menor erosão.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ANJOS, J. B. Métodos de captación de água de lluvia in situ e irrigación. In.: FAO (Roma, Itália). Manual de práticas integradas de manejo y conservación de suelos. Roma, 2000. Cap. 15, p. 139-150. (FAO. Boletín de Tierras y Águas, 8).

ANJOS, J. B.; BRITO, L. T. L. Sistema de cultivo em camalhões com sulcos barrados. Petrolina, PE. 1999. (Instrução Técnica, 10).

BERTONI; J.; LOMBARDI NETO, F. Conservação do Solo. São Paulo: Ícone, 1990.

EMBRAPA. Centro Nacional de Pesquisa de Solos (Rio de Janeiro, RJ). Sistema brasileiro de classificação de solos. Brasília: EMBRAPA-SPI, 1999. 412p.

FAVA, A. R. Urbanização faz Atibaia perde volume de água. Disponível em: www.jornal da unicamp. Ed. 234. 20 a 26 de Outubro de 2003. Acesso em: 05 de setembro de 2006.

REICHERDT, J. M. Formação de solo superficial e infiltração de água sob chuva simulada em solos do Rio Grande do Sul. 1988. 165p. Dissertação (Mestrado em Ciência do Solo_ - Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

SAS INSTITUTE INC. SAS/STAT User` Guide, version 8, ed. Cary: NC, 1999. 3384p.
  Autor:   Nilton Brito


  Mais notícias da seção Artigos no caderno Artigos
12/05/2012 - Artigos - EFEITO DE DIFERENTES SUBSTRATOS NO DESENVOLVIMENTO DA JUREMINHA (Desmanthus virgatus L. WILLD)
Foram testados diferentes substratos, com o objetivo de verificar os que proporcionam melhores condições para o desenvolvimento de mudas de jureminha (Desmanthus virgatus L. WILLD). O delineamento experimental utilizado foi em blocos ao acaso com cinco substratos (areia, solo, areia + solo, areia + esterco e areia + solo + esterco, sendo as combina...
26/06/2010 - Artigos - CAPTAÇÃO DE ÁGUA DE CHUVA EM CISTERNAS RURAIS
No semi-árido do Nordeste brasileiro, a cisterna tem sido uma das principais formas de armazenamento da água de chuva para o consumo, todavia, em função dos longos períodos de estiagem que ocorre na região, a água das cisternas não têm sido suficiente para atender as necessidades das famílias rurais. Este trabalho teve como objetivo determinar o co...
26/06/2010 - Artigos - EFEITO DO ESCOAMENTO DA ÁGUA DE CHUVA EM DIFERENTES COBERTURAS
Os sistemas de captação de água de chuva utilizados pelos agricultores do Semi-Árido brasileiro apresentam diferentes valores do coeficiente de escoamento superficial, o que pode ser responsável pela perda de volume de água significativo, devido à irregularidade das áreas de captação; portanto, são necessários estudos para que possam indicar os mel...
26/06/2010 - Artigos - CRESCIMENTO DE PLANTAS DE IMBUZEIRO (Spondias tuberosa Arruda) NA CAATINGA
O objetivo deste estudo foi determinar o crescimento do imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) em condições de sequeiro na caatinga nativa até os 10 anos. O estudo foi realizado no período de janeiro de 1997 a dezembro de 2007 em uma área de caatinga nativa na Estação Experimental da Embrapa Semiárido no município de Petrolina, PE. A altura média das...
28/10/2005 - Artigos - O consumo da Favela (Cnidoscolus phyllacanthus) pelos animais na caatinga no período de seca
ResumoA favela (Cnidoscolus phyllacanthus (Muell. Arg.) Pax. Et K. Hoffman) é uma forrageira nativa das caatingas do Nordeste com sua distribuição geográfica nos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, muito consumida pelos animais, principalmente no período de seca. Os animais consomem as folh...
27/10/2005 - Artigos - Consumo de frutos do imbuzeiro por caprinos
RESUMO As caatingas podem ser caracterizadas como florestas arbóreas ou arbustivas, compreendendo principalmente árvores e arbustos baixos muitos dos quais apresentam espinhos, microfilia e algumas características xerofíticas. Contudo, algumas plantas nativas da região como a quixabeira, o juazeiro, a faveleira, a jurema, o licuri, a macam...
27/10/2005 - Artigos - Consumo de xique-xique (Pilocereus gounellei K. Schum) por caprinos na caatinga
Resumo O xique-xique (Pilocereus gounellei K. Schum) é uma Cactaceae utilizada, pelos agricultores, como uma alternativa para alimentação dos animais em períodos de longa estiagem nas caatingas do Nordeste brasileiro. Esta planta é a última alternativa dos agricultores para salvar seus animais, devido a grande dificuldade de sua utilização...
27/10/2005 - Artigos - Doce de xilopódio de imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda)
Resumo Este trabalho teve como objetivo produzir e testar à aceitação de doce em massa com a utilização de xilopódio de mudas de imbuzeiro, obtidos de plantas aos 180 dias de crescimento visando a possibilidade do seu aproveitamento como alternativa alimentar e fonte de complementação da renda dos pequenos agricultores da região semi-árida do No...
01/10/2005 - Artigos - Geléia de imbu
ResumoA geléia do fruto do imbuzeiro é um concentrado composto de 1000 ml de água do cozimento dos frutos e 500 g de açúcar submetidos ao fogo, até que o conteúdo de sólidos solúveis alcance valores entre 65 a 70%. Esta concentração pode ser obtida após 45 minutos de cozimento. A geléia pode ser obtida de frutos inteiros ou em pedaços, da polpa ou...
27/10/2005 - Artigos - Danos causados a floração do imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) pelo cascudo (Philoclaenia sp.)
ResumoNa primeira quinzena de agosto a setembro, quando ocorrem as primeiras chuvas de verão, modificam-se a temperatura e a umidade relativa do ar, acelerando o metabolismo das plantas de imbuzeiro com o aparecimento dos primeiros brotos, flores e folhas. É neste período que ocorre o ataque de pragas, causando a queda das flores, das folhas novas ...
27/10/2005 - Artigos - Ocorrência e utilização do facheiro (Pilosocereus pachycladus Ritter.) nas caatingas de Pernambuco, Bahia e Paraíba
Resumo O facheiro (Pilosocereus pachycladus Ritter.) é uma Cactaceae utilizada, pelos agricultores, como uma alternativa para alimentação dos animais. Este trabalho teve como objetivo verificar a ocorrência do facheiro e sua utilização pelos agricultores das comunidades de Flamengo (Jaguarari - BA), Alto do Angico (Petrolina - PE) e Meio do...
28/10/2005 - Artigos - Tempo de superação da dormência de sementes de imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda)
RESUMO Este trabalho teve como objetivo estudar a influência do período de armazenamento das sementes de imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) no percentual de germinação e no índice de velocidade de germinação. O trabalho foi realizado no período de janeiro a dezembro de 2004 em uma área sob telado, com 50% de sombreamento, em temperatura am...
27/10/2005 - Artigos - Conservação da polpa do fruto do imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) em temperatura ambiente
RESUMO O objetivo deste trabalho foi produzir e testar a conservação da polpa do fruto do imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) em temperatura ambiente para produção de doce em massa por pequenos agricultores, visando a possibilidade do aproveitamento deste fruto como alternativa alimentar e fonte de complementação da renda. O trabalho...
27/10/2005 - Artigos - Escassez e desperdício de água de chuva em comunidades do semi-árido do Nordeste
RESUMONo semi-árido do Nordeste brasileiro, a água é o principal obstáculo para a sobrevivência dos agricultores e animais. A vulnerabilidade a que estão expostas as populações rurais, em decorrência da instabilidade climática é dramatizada pelos períodos de seca que ocorrem, em média, a cada cinco anos. Este trabalho teve como objetivo fazer um l...
27/10/2005 - Artigos - Regeneração natural e dispersão de sementes do imbuzeiro (spondias tuberosa arruda) no sertão de Pernambuco
RESUMO O imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) é uma fruteira nativa do Nordeste, cujos frutos servem de alimento para as populações rurais, animais domésticos e silvestres. Contudo, tem-se observado à ausência de plantas jovens em seu ambiente natural, cuja causa tem sido atribuída em sua maioria à dificuldade que as sementes do imbuzeiro ...
28/10/2005 - Artigos - Utilização do mandacaru (Cereus jamacaru P. DC.) pelos pequenos agricultores na alimentação de caprinos no Nordeste semi-árido
RESUMO Para avaliar o consumo de mandacaru por caprinos no período de seca na caatinga, foram selecionados ao acaso 12 animais na comunidade de Alto do Angico, Petrolina, PE, no período de agosto a novembro de 2003. Foi determinada a fitomassa do mandacaru (Cereus jamacaru P. DC.) e a porção consumida pelos animais no período de suplemen...
27/10/2005 - Artigos - Danos causados as plantas jovens do imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) pelo Tatu-peba (Euphractus sexcintus)
RESUMO Nas caatingas do Nordeste, o imbuzeiro é uma planta de grande importância para fauna e flora da região. Os frutos do imbuzeiro são colhidos pelos pequenos agricultores que os vendem para consumo in natura e/ou para o processamento de doces e geléias. No período da safra do imbuzeiro, a colheita de frutos é a principal fonte de renda e d...
27/10/2005 - Artigos - Riscos de extinção do imbuzeiro (spondias tuberosa arruda) no semi-árido do Nordeste
RESUMO O trabalho foi realizado no período de novembro de 2000 a junho de 2003 como o objetivo de verificar a ocorrência Amblycerus díspar em sementes e a existência de plantas jovens em de imbuzeiro em seu ambiente natural, na Estação Experimental da Caatinga, EMBRAPA Semi-Árido, Petrolina - PE. Em cada estado, foram selecionadas ao...
27/10/2005 - Artigos - Mamãozinho-de-veado, alimento para os animais na seca
Resumo O mamãozinho-de-veado (Jacaratia corumbensis O. kuntze) é um pequeno arbusto que têm como raiz principal, um grande xilopódio que serve para alimentar os animais na seca. Este trabalho teve como o objetivo de verificar o nível de utilização do mamãozinho-de-veado pelos agricultores no período de seca em comunidades da região semi-ár...



Capa |  Artigos  |  Artigos publicados
Busca em

  
27 Notícias